História do Município

Visão geral

Fundão é uma cidade cuja sede se situa às margens do rio Reis Magos, conhecido também como rio Fundão devido à sua profundidade, dando nome à cidade. Seu principal balneário é Praia Grande, a trinta quilômetros da sede, separada de Nova Almeida , no município vizinho da Serra , por uma ponte sobre o rio Fundão. Outra atração da cidade é a Cachoeira de Fundão, com mais de 500 metros de pequenas quedas. Parte da produção local e de municípios do interior de mexericas é vendida em barraquinhas à beira da rodovia BR-101 há mais de 25 anos, o que tornou a cidade conhecida. É comum turistas chamarem o aglomerado de barraquinhas de Shopping das Mexericas.

História

A construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas , passando pela fazenda Taquaraçu, de Cândido Vieira, deu origem à formação de um núcleo populacional às margens do Rio Fundão, assim chamado devido às suas profundas águas. Em 5 de julho de 1903 o vilarejo tornou-se sede do distrito com o nome de Fundão pela Lei estadual nº 311, e passou a município também num 5 de Julho , em 1933 . Quinze anos depois o distrito de Nova Almeida foi integrado ao município da Serra . Na partilha territorial do Estado, o município ganhou Praia Grande, de mar aberto e calmo, na foz do Rio Reis Magos.

Distritos

Fundão possui três distritos: Praia Grande, correspondendo à área urbana do litoral, Timbuí, que é a área urbana mais próxima da sede, e Irundi, uma denominação da área rural próxima à divisa com o município de Santa Teresa .

Histórico

O MUNICÍPIO tem sua história, de certo modo, ligada à antiga e lendária Nova Almeida, primitivamente Aldeia dos Reis Magos, fundada em 1556, pelo jesuíta padre Afonso Braz, auxiliado pelo índio Maracaiaguaçu, da tribo Termiminós, ali instalada. 
Composto de vasta extensões territorial, Nova Almeida foi elevada à categoria de Distrito e de Vila, respectivamente em 1757 e 1759. 
A construção da Estrada de Ferro Vitória - Minas, passando pela antiga fazenda Taquaraçu; deu origem à formação de um núcleo populacional, às margens do rio Fundão, passando a sede de distrito em 1903, com a denominação de Fundão, devido às águas profundas do rio que banha a Cidade.

Em 1923, a sede de Nova Almeida foi transferida para o distrito de Fundão, transformando-se em município. Quinze anos depois, o distrito de Nova Almeida foi integrado ao município de Serra.

Gentílico: fundãoense 
Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de Nova Almeida, por alvará, de 12-11-1757. Elevado à categoria de vila com a denominação de Nova Almeida, por Alvará de 02-01-1759. Sede na freguesia de Reis Magos. Constituído do distrito sede. Instalada em 15-06-1760. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pela lei nº 1005, de 21-10-1915, é criado o distrito de Timbuí e anexado ao município de Nova Almeida. Sob a mesma lei acima citado, a sede de Nova Almeida passou a denominar-se Timbuí. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento de I-IX-1920, o município de Timbuí é constituído de 2 distritos: Timbuí e Nova Almeida.
Pela lei nº 1383, de 05-07-1923, o município e a sede Timbuí passou a denominar-se Fundão.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Fundão, Nova Almeida e Timbuí. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. 
Pelo decreto-lei estadual nº 9941, de 11-11-1938, transfere o distrito de Nova Almeida do município de Fundão para o de Serra. Sob o mesmo decreto acima citado o município de Fundão, adquiriu o distrito de Três Barras, desmembrado do município de Santa Tereza.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Fundão, Timbuí e Três Barras. 
Pelo decreto-lei estadual nº 15177, de 31-12-1943, o distrito de Três Barras passou a denominar-se Irundi. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Fundão, Irundi e Timbuí. 
Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Fundão Irundi e Timbuí. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-I-1979. 
Pela lei estadual nº 3609, de 13-12-1983, é criado o distrito de Praia Grande e anexado ao município de Fundão. 
Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído de 4 distritos: Fundão, Irundi, Praia Grande e Timbuí. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Alterações toponímicas municipais

Nova Almeida para Timbuí alterado, pela lei 1005, de 21-10-1915. 
Timbuí para Fundão alterado, pela lei nº 1383, de 05-07-1923. 
 


 

Registro das memórias de Albércio Vieira Machado, cidadão fundãoense de Timbuí, endereçado a Ronaldo Lyrio Rocha, em dezembro de 1973.

Até 1914, o município era dirigido pelo Presidente da Câmara Muncipal. Este foi sempre o Sr. Hermínio Jorge de Castro. A história e os arquivos não registram outro nome.

Para o período de 1914/16, foi eleito prefeito o cidadão Hinácio da Penha Amaral.

Em 1916, foi eleito para prefeito muncipal o Sr. José Loureiro Rangel, o popular Pachinga, residindo atualmente no município de Vila Velha. Foi prefeito até 1918 e reeleito para o período seguinte: 1918-1920. O mandato dos prefeitos era de dois anos, que prevaleceu até 1930.

Em 1917 o Prefeito Loureiro Rangel construiu a ponte que tomou o nome de Ponte do Governo Municipal e mais tarde resumida para Ponte do Governo, a qual existe até hoje, para depois, apenas, A PONTE.

Ao tempo do sr. Hermínio Castro não havia oposição. Havia apenas um partido denominado PARTIDO DO GOVERNO, e todos os candidatos do Sr. Hermínio eram eleitos, ficando, porém, o sr. Hermínio como Presidente da Câmara. E era ele o prefeito, tesoureiro, secretário, etc. O dinheiro era guardado na Caixa Econômica em nome do Sr. Hermínio Jorge de Castro. Os impostos eram cobrados de acordo com a vontade da autoridade suprema do município. Pagavam impostos, em geral, os inimigos políticos. A prefeitura cuidava da limpeza das ruas de Nova Almeida, somente de Nova Almeida, e o Presidente da Câmara cuidava da limpeza da Prefeitura. Apesar de mandar mais de meio século não consta que durante do Sr. Hermínio algum funcionário tenha se aposentado. Isto acontecia porque o Chefe mudava os funcionários a cada mandato. O sr. Josino Machado vem desde o tempo do sr. Hermínio.

O município era constituido de dois distritos. O 1º Distrito tinha sede em Nova Almeida, e o 2º em Timbuí, cuja jurisdição compreendia as áreas pertencentes, atualmente, aos distritos de Timbuí e Fundão.

Em 1922 a oposição venceu pela primeira vez, havendo sido eleito o Prefeito, Sr. Antônio da Costa Muniz e a Câmara de Vereadores, dos quais três residentes em Fundão: Srs. Sylvio Agostini, Manoel Francisco Feu Subtil e Manoel Rocha Archimimo Pimentel, este residente em Piranema. O Sr. Antônio da Costa Muniz foi o primeiro prefeito eleito pela oposição. Mas como quem NUNCA COMEU MELADO QUANDO COME SE LAMBUZA, os vereadores de Timbuí, que era a maior parte, se desentenderam, e à revelia, sem nenhum processo oficial, carregaram o material para Fundão. O Sr. José Ribeiro Braga, político, baluarte de Timbuí, prevendo, ou por maldade ou interesse, antes da transferência da Câmara par a Fundão, adquiriu um terreno do Sr,. Antônio Rafael Machado, numa área de 8 hectares, dentro de Fundão, área esta que compreende os terrenos ocupados pelo Grupo Escolar Ernesto Nascimento, pela atual Estação da Vitória a Minas, e pela Prefeitura Municipal, cujos limites vão ou iam, dos terrenos de João Damascena de Santana, pelo leste, rio Fundão, pelo norte, fundos das atuais casas que dão para rua principal, e para o oeste com os terrenos ou com o rio nos atuais terrenos de Eloy Miranda. Eram 80.000 metros quadrados. Estes terrenos foram vendidos pelo Sr. Braga ao Governo do Estado, cujo presidente era o Cel. Nestor Gomes. A transferência da prefeitura de Timbuí para Fundão deu-se em dezembro de 1923, e a 1º de janeir o de 1924 houve a inauguração da sede da Câmara Municipal.

O único documento que existia desta festa, uma fotografia, foi extraviada. Na inauguração esteve como representante do Presidente do Estado o Dr. Aurino Quintais, e o major da Polícia Getúlio Sarmento.

Em 1924, foi criado o 1º Distrito de Fundão, ficando Timbuí como sede do 2º Distrito. O Cartório de Fundão foi criado em 1924, o de Timbuí em 1916.

Ap ós o mandato do Sr. Antônio da Costa Muniz, em 1924, a Câmara passou a ser presidida pelo Sr. Hermínio Castro. Pelo menos sou testemunha que foi ele quem transmitiu a Prefeitura ao Sr. Guilherme Ferreira da Rocha Pimentel. Este Prefeito, um dos maiores do município, ou melhor, quando o Sr. Guilherme recebeu a administração do município este era denominado CÃMARA MUNCIPAL. Só tinha denominação de PREFEITURA o município cuja renda alcançasse a importância de 100 contos anuais. Coisa impossível para a Prefeitura de Nova Almeida ou Timbuí. Mas o Sr. Guilherme Pimentel elevou a renda do município para 100 contos em 1929 (ele foi eleito em 1928) e a Câmara passou a ser Prefeitura, como até hoje. Com a Revolução de 30 foi nomeado Prefeito Muncipal de Timbuí (a denominação 'FUNDÃO" não era oficial) o Sr. Manoel do Nascimento Silva.

UM FATO INTERESSANTE

Em 1934, o Governo do Estado criou uma taxa a ser cobrada de todos os terrenos devolutos. O Sr. Reginaldo Pereira Nunes, então coletor Estadual, sabendo que o Governo tinha um terreno em Fundão (80.000m2, dentro de Fundão não é brincadeira!) intimou os ocupantes para pagarem tal taxa. Os ocupantes, que ignoravam esse fato, protestaram. Foram ao Prefeito, Este, Nascimento Silva, a também protestou, pois como todos os funcionários da Prefeitura ignorava da propriedade do Estado e levou ao conhecimento do Interventor, Major João Púnaro Bley. Este, para não desmoralizar o ato do coletor, achou por bem ceder a área à prefeitura, ficando esta na obrigação de lotear o terreno. E graças ao Sr. Reginaldo Nunes a Prefeitura ganhou, oficialmente, uma grande área de terras. Este fato é ignorado por todos os prefeitos anteriores e posteriores. Quando pediram ao prefeito Nascimento Silva que fizesse voltar a prefeitura para sua legítima sede, Timbuí, ele respondeu apenas: "quem vier atras que feche a porteira". Depois de Manoel do Nascimento Silva vieram o Dr. Everaldino Silva, Jonas Farias, Manoel de Almeida Matos (duas vezes), Dr. Cesar Agostini (3 vezes). Em 1934 foi eleito o dr. Cesar Agostini, o 2º prefeito eleito pela oposição, pelo povo de Timbuí, pela legenda do Partido da Lavoura, contra a vontade do Interventor Federal, contra vontade do prefeito Everaldino Silva e contra a vontade do líder de Fundão, Sr. Eloy Miranda e contra a vontade do povo de sua terra, Fundão. Foi o 2º maior prefeito.

O Dr. Cesar Agostini, homem de visão, prevendo novas enchentes do "Fundão", em 1938 mandou construir 3 colunas com técnica moderna na ponte do Governo, (essa ponte, de madeira, ficava onde hoje está a de concreto que liga a rua Major Bley com o campo de futebol, hospital, etc) uma coluna entre duas das antigas, feitas em 1917. E quatro anos depois veio a enchente prevista pelo prefeito. A enchente que está na lembrança de todos os fundãoenses, derrubando tudo, não pediu licença para derrubar as colunas recentemente construídas pelo Sr. Tagarro, o operário. Só ficaram de pé as colunas construídas em 1917, feitas sem técnica, as quais estão continuando o seu trabalho: dando passagem hoje como em 1917.

Em 1928, no momento em que recebia a prefeitura das mãos do seu antigo dono, o Sr. Guilherme Pimentel, em virtude do grande calor, pediu aos presentes um copo d´agua. Josino, que era contínuo, desceu as escadas e em seguida trouxe para o novo chefe o copo d´agua. O sr. Guilherme disse: você, rapaz, m e agradou com o seu gesto. Vai trabalhar comigo, E continuou trabalhando, e foi o primeiro funcionário a se aposentar. E não teria se aposentado se o Sr. Hermínio continuasse como Presidente eterno da Câmara.

Há um fato interessante: também não há documento oficial transferindo a coletoria federal de Nova Almeida para Fundão. Tudo por relaxo das autoridades que sempre ignoraram tais fatos. (coletoria federal funcionou durante muitos anos, até encerrar atividades, no imóvel ao lado da casa do Sr. Taciano Fernandes de Oliveira que também foi coletor federal ao lado do Sr. Haroldo Rangel).

Em 1938, no governo do do Dr. Cesar Agostnin, a prefeitura cedeu Nova Almeida para a Serra, ficando com Três Barras (hoje Irundi) porque os impostos da firma Agostini de três Barras eram maiores que todos os comerciantes de Nova Almeida juntos. Mas o povo de Nova Almeida sempre desejou voltar para a jurisdição de Fundão. Mas as autoridades não tomaram conhecimento, e não querem briga com serrano.

A transferência da coletoria Federal de Nova Almeida para Fundão foi por alta recreação do respectivo coletor, Sr. Firmiano Pereira, que não queria ficar sozinho em Nova Almeida.

A denominação 'FUNDÃO" foi dado pelos construtores da estação por ocasião em que passou a Estrada de Ferra pela vila, devido ao rio que já se chamava RIO FUNDÃO.

Em 1942, foram mudados os nomes dos lugares para o de origem, e principalmente para termos tupi-guarani. E Fundão deveria ter o nome legitimamente brasileiro: Taquaraçu ou Taquara-açu, devido a grande quantidade de taquaras grossas existentes na região, como TIMBUHY é devido a grande quantidade de cipó timbó. Ibiraçu quer dizer madeira grossa. Irundi também é denominação indígena; só não sei o significado. Porque Fundão ficou este nome que não é simpático nem brasileiro? Ainda está em tempo.

A SEDE DA CÂMARA MUNICIPAL DE FUNDÃO, HOJE PREFEITURA, FOI INAUGURADA EM 1º DE JANEIRO DE 1924.

CABE AO SR. SEBASTIÃO CARRETA A GLÓRIA DE COMEMORAR O QUINQUAGENÁRIO DA PREFEITURA, COMO EPITÁCIO PESSOA COMEMOROU O CENTENÁRIO DO BRASIL INDEPENDENTE.

FATOS IGNORADOS

Contava meu saudoso pai que certa vez (nunca tive a curiosidade de lhe perguntar em que ano se dera o fato) mas é possível que já vai para perto de um século, a Prefeitura de Nova Almeida recolheu uma determinada quantia à de Vitória.

Por falta de miúdo para dar o troco, a Prefeitura de Vitória deixou creditada no competente livro à de Nova Almeida, a tal importância. Mas esta nunca foi paga, ficando o débito em favor da prefeitura de Nova Almeida. Não me disse ele, meu pai, o valor da importância, mas dizia eu, se fosse feito os cálculos, a Prefeitura de Nova Almeida terá de receber da de Vitória uma grande importância, pois os juros deverão ser contados. Se não me engano a importância devida ou melhor, o troco era de dois mil réis ou dois cruzeiros antigos. Mãos à obra!

Também a Vale do Rio Doce tem uma satisfação a dar à Prefeitura de Fundão. Em setembro de 1930 foi desembarcada na estação de Timbuí uma grande quantidade de canos que iriam servir para encanamento da água do Encruzo para Timbuí, cujo trajeto já havia sido explorado pela Prefeitura ao tempo do Prefeito Guilherme Pimentel. A carga não chegou a ser recebida pela Prefeitura, porque no mês seguinte, outubro, rebentou a revolução (1930) e os campos desapareceram. A rede deveria ser inaugurada em outubro ou novembro. O prefeito decaido, Sr. Pimentel, não carregou os canos, e nem tinha como o fazer. O Prefeito Nascimento Silva era honesto demais, e não fez, mesmo porque se o fizesse deveriam, os canos, estar em algum lugar. O responsável era o agente da estação. Também não guardou os canos, pois não tinha onde. Quem os carregou?

N ão há outra alternativa: os engenheiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas. O Interventor estava cuidando do Estado e da sua política, e nem tomou conhecimento que existia um município de nome Fundão., pois era novo no Estado, e nem conhecia Timbuí, e não lhe interessava carregar cano de ferro, ele que a partir de então ia trabalhar com muitos deles. Os canos correspondiam a 6 quilômetros, e ainda os da rede local. Foi no governo do Sr. Guilherme Ferreira que se construiu a primeira rodovia do município: TIMBUÍ - SAUANHA, que ligava à que ia para Vitória via Serra, cuja finalidade era Serra - Santa Teresa, mas que ficou esbarrada em Sauanha, com a ponte já pronta, esta que tem o nome de Ponte Aristeu Aguiar. Você sabia?

At é 1928 os impostos devidos à Câmara eram cobrados nas casas comerciais, ou melhor, nas casas dos contribuintes. O Sr. Guilherme Ferreira achou por bem imitar as demais repartições dizendo:Assim como pagam nas repartições, poderão pagar na Prefeitura. E passou a cobrar os impostos e taxas na própria Prefeitura, deixando os contribuintes aborrecidos, pois estava acostumados, durante muitos anos, na moleza.

A título de curiosidade

O Sr. Sebastião Carreta é o 3º Prefeito eleito pela oposição. Os dois primeiros pela oposição à política do município e à do Estado. O atual pela oposição à política local.

Todos os prefeitos foram eleitos pelo distrito de Timbuí, e apenas quatro residentes em Timbuí.

Era o que se continhas nas folhas de minha memória.

De todos os prefeitos anteriores a 1945, apenas um é vivo: José Loureiro Rangel.

Assinado: Albércio
23/12/1973